Aula 4 - As boas e más utiizações da expressão relações públicas
Das diversas ferramentas existentes no marketing, as relações públicas é uma das mais importantes. Isto significa que causa boa impressão nos outros.
Através de diversas técnicas de comunicação, o técnico de relações públicas faz a ligação entre a entidade que tem a mensagem e o jornalista. A comunicação social introduz credibilidade para a opinião pública.
No entanto, estamos de tal modo habituados a ouvir a expressão “relações públicas”, como uma má utilização. Isto porque as figuras publicas (por se considerarem mais ou menos importantes) decidiram utilizar esta expressão para se afirmarem na sociedade, porque se torna uma profissão sofisticada e de luxo.
Acontece que o sector, não só em Portugal, teve uma associação negativa (por falta de enquadramento legal e falta de formação dos profissionais), a que ainda hoje se assiste: rp de uma discoteca; LAMPREIA, “Técnicas de Comunicação” pag 94 (“No nosso caso, esta profissão foi durante muito tempo o refugio de certos espécimes sociais, tais como as chamadas ‘senhoras de boas famílias’ que desejavam ocupar algumas horas de ócio num trabalho que não fosse muito pesado, ou antigas estrelas do desporto e reformados de altos cargos públicos e altas patentes das forças armadas na reserva que, por pertencerem aos quadros de uma empresa, supostamente ajudam a realçar o prestígio desta. Da mesma forma, familiares e protegidos dos quadros superiores que conseguiam integrar-se na firma sem terem uma especialização eram quase invariavelmente encaminhados para o departamento de relações públicas (…) a tal ponto que o termo ‘relações públicas’ esteve em risco de se tornar pejorativo, designando o empregado sem qualificações, o tapa-buracos da empresa”.); presentemente, ainda que não haja a devida regulamentação legal, assiste-se a uma recuperação da credibilidade; mas não total. Por isso várias entidades optaram por mudar o nome dessa actividade, chamando-lhe relações (por falta de enquadramento legal e falta de formação dos profissionais), a que ainda hoje se assiste: rp de uma discoteca; LAMPREIA, “Técnicas de Comunicação” pag 94 (“”.); presentemente, ainda que não haja a devida regulamentação legal, assiste-se a uma recuperação da credibilidade; mas não total. Relações exteriores, departamento de informação; empresas de comunicação, de consultoria em comunicação, de marketing institucional, mas poucas de relações públicas (associadas a festas, copos, social, protocolo); comunicação empresarial; estamos a falar da mesma coisa, com nomes diferentes. É tudo relações públicas, travestido;
Relações públicas é muito mais do que isto…
Embora não haja uma definição exacta nem para a profissão, nem para o profissional, existem diversos conceitos, entre os quais numa recolha efectuada pela International Public Relations Encyclopedia:
- “As relações públicas constituem o esforço deliberado, planeado e continuado para estabelecer e manter o melhor entendimento mútuo entre uma organização e os seus públicos.” (Instituto Britânico de Relações Públicas)
- “O seu objectivo não é vender um produto, mas delinear uma imagem favorável de uma Empresa e melhorá-la, se necessário.” (Max Adler)
- “A função empresarial que dispensa a mesma atenção organizada e cuidada, ao valor da boa reputação (imagem), que é dada aos outros principais vectores do negócio.”
In, “Mercator xxi”, Teoria e prática do Marketing, 10ª Edição, Publicações Dom Quixote, pag. 348
Através de uma entrevista da “Dianova”, feita ao Dr. Alexandre Cordeiro (Presidente da APECOM - Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas), ficam esclarecidas muitas das dúvidas acerca da expressão relações públicas e podemos conhecer um pouco melhor a APECOM.
Através de diversas técnicas de comunicação, o técnico de relações públicas faz a ligação entre a entidade que tem a mensagem e o jornalista. A comunicação social introduz credibilidade para a opinião pública.
No entanto, estamos de tal modo habituados a ouvir a expressão “relações públicas”, como uma má utilização. Isto porque as figuras publicas (por se considerarem mais ou menos importantes) decidiram utilizar esta expressão para se afirmarem na sociedade, porque se torna uma profissão sofisticada e de luxo.
Acontece que o sector, não só em Portugal, teve uma associação negativa (por falta de enquadramento legal e falta de formação dos profissionais), a que ainda hoje se assiste: rp de uma discoteca; LAMPREIA, “Técnicas de Comunicação” pag 94 (“No nosso caso, esta profissão foi durante muito tempo o refugio de certos espécimes sociais, tais como as chamadas ‘senhoras de boas famílias’ que desejavam ocupar algumas horas de ócio num trabalho que não fosse muito pesado, ou antigas estrelas do desporto e reformados de altos cargos públicos e altas patentes das forças armadas na reserva que, por pertencerem aos quadros de uma empresa, supostamente ajudam a realçar o prestígio desta. Da mesma forma, familiares e protegidos dos quadros superiores que conseguiam integrar-se na firma sem terem uma especialização eram quase invariavelmente encaminhados para o departamento de relações públicas (…) a tal ponto que o termo ‘relações públicas’ esteve em risco de se tornar pejorativo, designando o empregado sem qualificações, o tapa-buracos da empresa”.); presentemente, ainda que não haja a devida regulamentação legal, assiste-se a uma recuperação da credibilidade; mas não total. Por isso várias entidades optaram por mudar o nome dessa actividade, chamando-lhe relações (por falta de enquadramento legal e falta de formação dos profissionais), a que ainda hoje se assiste: rp de uma discoteca; LAMPREIA, “Técnicas de Comunicação” pag 94 (“”.); presentemente, ainda que não haja a devida regulamentação legal, assiste-se a uma recuperação da credibilidade; mas não total. Relações exteriores, departamento de informação; empresas de comunicação, de consultoria em comunicação, de marketing institucional, mas poucas de relações públicas (associadas a festas, copos, social, protocolo); comunicação empresarial; estamos a falar da mesma coisa, com nomes diferentes. É tudo relações públicas, travestido;
Relações públicas é muito mais do que isto…
Embora não haja uma definição exacta nem para a profissão, nem para o profissional, existem diversos conceitos, entre os quais numa recolha efectuada pela International Public Relations Encyclopedia:
- “As relações públicas constituem o esforço deliberado, planeado e continuado para estabelecer e manter o melhor entendimento mútuo entre uma organização e os seus públicos.” (Instituto Britânico de Relações Públicas)
- “O seu objectivo não é vender um produto, mas delinear uma imagem favorável de uma Empresa e melhorá-la, se necessário.” (Max Adler)
- “A função empresarial que dispensa a mesma atenção organizada e cuidada, ao valor da boa reputação (imagem), que é dada aos outros principais vectores do negócio.”
In, “Mercator xxi”, Teoria e prática do Marketing, 10ª Edição, Publicações Dom Quixote, pag. 348
Através de uma entrevista da “Dianova”, feita ao Dr. Alexandre Cordeiro (Presidente da APECOM - Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas), ficam esclarecidas muitas das dúvidas acerca da expressão relações públicas e podemos conhecer um pouco melhor a APECOM.

