Aula 18 - As campanhas negativas
A “campanha negativa” é uma técnica de marketing político. Um candidato está mais interessado em dizer as fragilidades do adversário, do que enaltecer as suas próprias qualidades.
Com a Internet tudo se torna mais fácil, pois a informação não fica apenas restrita aos profissionais, dando a oportunidade de qualquer cidadão que tenha acesso a ela puder participar e onde tudo pode ser feito no anonimato.
No Brasil um grupo de pesquisadores do Centro de Altos Estudos de Propaganda e Marketing da ESPM, realizou um estudo de modo a analisar a força da Internet nas campanhas eleitorais, não só nos candidatos como nos eleitores.
Tanto as comunidades quanto o YouTube foram importantes principalmente para a realização de campanhas negativas, nas quais se criticam ou ridicularizam os oponentes. O volume de participantes nas maiores comunidades anti-Lula superou 600 mil pessoas, enquanto o vídeo sobre política mais assistido no YouTube (400 mil visualizações) foi um sobre o comportamento negativo de Geraldo Alckmin em uma entrevista.
No México o uso da campanha negativa na Internet também é usual, e os candidatos ás Presidenciais publicaram em sites e blogues acusações contra os adversários.
Marcelo Coutinho, pesquisador, refere um exemplo de como nos Estados Unidos usam esta técnica do marketing político. George Allen, senador republicano do estado da Virgínia, durante um comício, aquando da campanha para a reeleição, tratou um militante adversário por "macaco". As sondagens atribuíam a vitória a George Allen, deixando o adversário democrata Jim Webb atrás. Se não fosse lançado na Internet um vídeo demonstrando o insulto feito durante o comício, talvez George Allen não tivesse perdido as eleições.


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